Um levantamento da ANBIMA, em parceria com o Datafolha, mostrou um retrato curioso e revelador dos hábitos financeiros em 2024. Onde o brasileiro colocou seu dinheiro em 2024?
De acordo com a pesquisa, a maioria dos brasileiros (63%) não investiu em nenhum produto financeiro no ano passado. Isso mostra como ainda temos um longo caminho em termos de educação financeira e acesso a investimentos.
Entre aqueles que aplicaram, o destaque continua sendo a poupança (23%), que segue como a “porta de entrada” mais comum, mesmo oferecendo rentabilidade bastante limitada. Em contrapartida, chamou atenção o avanço das apostas e do chamado “tigrinho” (15%), sinalizando a busca de muitos por ganhos rápidos, mesmo que arriscados.
Outras destinações apontadas foram:
- Carros e imóveis (8%)
- Títulos privados como CDBs e LCIs (6%)
- Fundos de investimento (5%)
- Criptomoedas (4%)
- Negócios próprios (3%)
- Dinheiro em casa (“colchão”) (3%)
- Ações (2%)

O que esses dados revelam?
O resultado reforça um comportamento bastante dual: de um lado, milhões de brasileiros ainda ficam à margem do sistema financeiro formal; de outro, uma parcela busca alternativas arriscadas em apostas e especulações.
A consolidação da poupança como preferência indica a necessidade de educação financeira, mostrando que existem opções igualmente seguras, mas mais rentáveis, como títulos públicos ou CDBs. Mesmo com o amplo acesso a conteúdo educacional grande parte das pessoas ainda se sente inseguras em buscar outras linhas de investimentos, o que nos faz pensar também sobre o conflito de interesse existente entre influencers financeiros, será que estão realmente interessados em difundir conhecimento ou somente vender seus produtos, ativos e fundos criados para rentabilizar ainda mais si mesmos?
Além disso, o crescimento das criptomoedas e dos fundos reflete um amadurecimento gradual do investidor brasileiro, ainda que em menor escala.
O retrato de 2024 mostra um desafio: como transformar o hábito de “não investir” em uma cultura de planejamento financeiro e investimentos conscientes.
Com mais informação, orientação profissional e diversificação, é possível migrar do improviso e da aposta para estratégias sólidas de construção de patrimônio.
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