O novo projeto do Imposto de Renda traz mudanças significativas para contribuintes de todas as faixas de renda. A proposta busca ampliar para trabalhadores de renda média e, ao mesmo tempo, estabelecer uma tributação mínima para as faixas mais altas, visando reduzir distorções e aumentar a progressividade do sistema. A seguir, um panorama claro e objetivo sobre os principais pontos do texto aprovado pela Câmara dos Deputados.
Principais destaques:
- A Câmara aprovou ampliar a isenção para rendas até R$ 5.000/mês.
- Para altas rendas (acima de R$ 600 mil/ano), cria-se um imposto efetivo mínimo de 10%.
- Há faixa de transição acima de R$ 5 mil para evitar salto brusco na carga.
- O texto seguiu para o Senado e pode sofrer ajustes.
- Se aprovado e sancionado, tende a valer para a declaração de 2026 (ano-base 2025).
1) O que foi aprovado na Câmara
A proposta aprovada na Câmara dos Deputados busca simplificar a tabela do IR e promover mais justiça tributária. A ideia central é isentar quem ganha até R$ 5.000,00 por mês e criar um mecanismo que garanta que quem tem renda muito alta não pague uma alíquota efetiva muito baixa, mesmo com deduções e planejamentos.
Principais pontos aprovados:
- Isenção do IR para rendimentos tributáveis até R$ 5.000/mês.
- Mecanismo de transição para quem superar ligeiramente os R$ 5 mil, reduzindo o impacto marginal.
- Imposto mínimo efetivo de 10% para quem recebe mais de R$ 600 mil/ano, evitando distorções.
- Compensações poderão incluir tributação sobre proventos e dividendos, ainda em definição.
2) Quem é impactado
O novo modelo deve beneficiar uma grande parcela da população economicamente ativa e aumentar a carga tributária apenas sobre rendas mais elevadas. Com isso, busca-se uma redistribuição mais equilibrada e justa da arrecadação.
Quem será afetado:
- Renda até R$ 5 mil/mês: isenção total.
- Renda entre R$ 5 mil e R$ 7,3 mil/mês: faixa de transição, com imposto reduzido e crescente.
- Renda acima de R$ 600 mil/ano: aplicação do mínimo efetivo de 10%, independentemente de deduções.
3) Quando passa a valer
Embora o texto tenha sido aprovado na Câmara, o processo ainda depende de tramitação no Senado e sanção presidencial. Caso seja aprovado sem grandes alterações, a nova regra deve começar a valer para os rendimentos de 2025, sendo aplicada na declaração de 2026.
Linha do tempo esperada:
- Outubro/2025: tramitação no Senado.
- Dezembro/2025: possível sanção presidencial.
- Janeiro/2026: início da vigência (ano-base 2025).
4) Como será calculado
A tabela será redesenhada para garantir progressividade, com a faixa de isenção ampliada e um mecanismo que suaviza a transição entre faixas. Já o imposto mínimo de 10% busca evitar planejamentos que resultem em alíquota efetiva muito baixa para rendas elevadas.
Estrutura geral proposta:
- Isenção até R$ 5.000.
- Faixa de transição acima de R$ 5 mil, com desconto gradual.
- Piso efetivo de 10% para rendas muito altas.
- Naturezas de rendimento (salário, autônomo, aluguel, dividendos) terão regras específicas na regulamentação.
5) Exemplos práticos (ilustrativos)
Para facilitar o entendimento, seguem exemplos com valores aproximados que demonstram como o modelo tende a funcionar.
Simulações aproximadas:
- R$ 4.900/mês: isento.
- R$ 5.300/mês: tributação simbólica e gradual.
- R$ 55.000/mês: alíquota efetiva mínima de 10%, conforme o novo piso.
6) Perguntas frequentes
As dúvidas mais comuns giram em torno das novas faixas, deduções e aplicação sobre diferentes tipos de rendimento.
Principais respostas:
- Tabelas novas: sim, a Receita definirá faixas e deduções na regulamentação.
- 13º salário: deve seguir a mesma lógica da tabela mensal.
- Autônomos e PJ/MEI: regras ainda serão detalhadas, mas o objetivo é garantir que todos contribuam conforme a capacidade de pagamento.
7) Riscos e próximos passos
A tramitação no Senado pode trazer ajustes de faixas, limites e critérios de cálculo. Além disso, há debates sobre possíveis questionamentos constitucionais ligados à progressividade.
Pontos de atenção:
- Possíveis alterações de faixas no Senado.
- Risco de judicializações.
- Necessidade de regulamentação detalhada pela Receita Federal.
8) Como se preparar
Enquanto o texto não é sancionado, é importante que pessoas físicas e jurídicas façam simulações e revisem suas estruturas tributárias, especialmente quem está na faixa de alta renda.
Ações recomendadas:
- Mapear renda anual e deduções.
- Simular impacto de diferentes cenários.
- Revisar fontes de rendimento e regimes tributários.
- Preparar-se para um modelo mais progressivo e fiscalmente equilibrado.
Aviso legal: Conteúdo informativo. Não constitui aconselhamento jurídico/fiscal. Para decisões, consulte seu contador ou advogado.
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