DREX: o que esperar do real digital no Brasil?

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O que é o DREX?

O DREX, moeda digital emitida pelo Banco Central, é uma das maiores transformações do sistema financeiro brasileiro nos últimos anos. Mas afinal, o que é o DREX, quais mudanças recentes foram anunciadas e como isso pode impactar a economia e os investimentos?

Diferente de criptomoedas privadas como Bitcoin ou Ethereum, a proposta é que ele tenha lastro integral e funciona como uma extensão digital da moeda que já utilizamos no dia a dia.

O projeto faz parte da estratégia de modernização do sistema financeiro, ao lado do PIX e do Open Finance, trazendo maior eficiência, segurança e inclusão.

Na fase piloto, iniciada em 2023, o Banco Central testou o uso de blockchain (DLT) e tokenização de ativos. A ideia era permitir que imóveis, recebíveis, fundos e até mesmo títulos públicos fossem convertidos em tokens, abrindo caminho para transações rápidas, seguras e acessíveis.

Esse modelo permitiria também a adoção de contratos inteligentes, automatizando operações financeiras, pagamentos e garantias.

DREX 2026 e as principais mudanças

Em 2025, o Banco Central revisou a estratégia.
A primeira versão do DREX, com lançamento previsto para 2026, não utilizará blockchain nem tokenização.

O foco será a plataforma de gravames:

  • Registro digital centralizado de garantias de crédito, como imóveis, veículos e recebíveis.
  • Maior segurança para operações financeiras.
  • Redução de fraudes e burocracia.
  • Agilidade na concessão de crédito.

Essa etapa terá impacto indireto para o cidadão comum, mas será fundamental para dar base à futura tokenização e automação do sistema financeiro.

O DREX deve gerar efeitos relevantes:

Positivos:

  • Crédito mais rápido, barato e acessível.
  • Inclusão financeira para milhões de brasileiros.
  • Redução de fraudes e maior segurança.
  • Estímulo à inovação em fintechs e bancos digitais.

Desafios:

  • Privacidade e segurança de dados.
  • Necessidade de educação financeira e digital.
  • Adaptação de instituições financeiras e empresas.

Impacto nos investimentos

Embora a primeira fase seja voltada a crédito, os maiores impactos virão com a tokenização:

  • Acesso a ativos antes restritos, como fundos exclusivos e imóveis.
  • Liquidação instantânea de transações.
  • Criação de novos produtos financeiros digitais, baseados em contratos inteligentes.
  • Democratização do mercado de capitais.

No curto prazo, os efeitos serão indiretos. No longo prazo, o DREX pode transformar profundamente a forma como investimos no Brasil.

Datas relevantes

  • 2023/2024: fase piloto com instituições financeiras.
  • 2025: redefinição da estratégia, foco em gravames.
  • 2026: lançamento oficial da primeira versão do DREX.
  • Etapas futuras: tokenização de ativos e contratos inteligentes.

A proposta do DREX é ser mais do que uma moeda digital: é de ser uma infraestrutura para o futuro financeiro do Brasil. Se em 2026 o foco estará no crédito, o horizonte pode ser muito maior: democratizar investimentos, ampliar inclusão financeira e integrar o Brasil às inovações globais no setor.

Vamos acompanhar os próximos passos desta inovação!

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